Pequenas aventuras

Divertida a aplicação de Facebook chamada “Tiny Adventures”, uma espécie de versão virtual dos velhos livros-jogo. Cidadela do Caos alguém?

Criada pela Wizards of the Coast para promover o D&D, o visual e as regras (bem simplificadas) são bem próximas dos livros da 4a edição. A primeira coisa a se fazer é criar um personagem, escolhendo um dos pacotes de raça e classe, e dar um nome para ele. Nada de rolar atributos. Você começa no ní­vel 1, e logo parte para a sua primeira aventura. Os nomes são pomposos e bem no estilo do D&D, como Stronghold of the Drow e Cutthroats of Crawling Bog.

Uma aventura acontece em turnos, cada um levando por volta de 10 minutos para terminar. Não há muita interação com o seu personagem, a não ser trocar seu equipamento ou beber uma poção para curar seus ferimentos ou melhorar temporariamente um atributo. Cada turno descreve um encontro, que pode ser tanto um combate com um goblin ou uma conversa com um npc. Por exemplo, neste exato momento meu personagem, o drow ranger chamado Blacksilver acaba de partir ao meio um rato gigante que encontrou no pântano. O sistema rolou para mim um d20 (um poderoso 18!), somou meu bônus de ataque e determinou que o total de 23 foi o suficiente bater a dificuldade de 13. Em troca ganhei algum xp e umas moedas de ouro.

Mas nem sempre os dados estão do seu lado. Na mesma aventura não consegui bater a dificuldade de 13 em um check de constituição enquanto tentava segurar minha respiração depois de ser tragado pela corrente de um caudaloso rio. Maldito dado. E nem posso colocá-lo de castigo como aquele maldito dadinho verde… Não morri, mas perdi 6 pontos de vida no processo.

Cada aventura tem um número fixo de encontros, e se você não tem tempo de ficar acompanhando, não se preocupe, o jogo funciona sozinho. Para isso você pode configurar suas poções de cura para entrarem em efeito assim que você cair abaixo de 15 pontos de vida, o que me salvou já uma vez.

O último encontro da aventura é sempre a resolução, onde você pode ou não salvar o dia. Role bem o dado e saia vitorioso, tire um número baixo e volte para casa com o rabinho entre as pernas. Como aquela vez que invadi a fortaleza dos drows mas meus primos arrancaram meu couro. Melhor correr e viver para lutar outro dia.

Durante as aventuras você pode encontrar itens mágicos que melhoram o seu personagem, e quanto mais xp acumula mais ní­veis vai ganhando, podendo tentar aventuras mais difí­ceis. Sempre em aventuras solo, mas seus amigos podem te dar uma forcinha, dando bônus para seu personagem durante as aventuras ou curando suas feridas entre elas. Por falar nisso, obrigado Nicole, pelos buffs e pelas curas.

Alguns encontros são divertidos, com referências a filmes e aventuras clássicas. (Argh, maldito crocodilo, acabou de me arrancar os calcanhares!). Como uma da ponte, que envolve charadas e um guardião que acaba sendo enganado a dar a resposta errada para sua própria pergunta e sai voando penhasco abaixo.

Por outro lado, como o texto dos encontros é pré-definido, em alguns momentos acontecem umas cenas nonsense, como uma anã sendo convencida de que um drow é seu primo (e eu só rolei 10 no dado, juro!) ou o goblin sendo morto pela minha espada (opa, mas eu não equipei um machado?).

No fim das contas é um joguinho divertido, mas não para se ficar olhando toda hora, já que só o que muda é a contagem regressiva para o próximo turno. Podia ser um pouco mais rápido, mas, sejamos francos, não ia ser muito saudável…

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